Fonoaudiólogo do Hospital Regional em Marabá auxilia mães na amamentação

Técnicas adotadas por esses profissionais – que comemoram seu dia em 09 de dezembro – são essenciais na recuperação de bebês prematuros

Viviane Ribeiro amamentando Nicolas pela primeira vezFoto: DivulgaçãoHá 27 dias, Viviane Ribeiro acompanha o filho, Nicolas Otto, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Regional do Sudeste do Pará “Dr. Geraldo Veloso” (HRSP), em Marabá, no Sudeste do Pará. O menino nasceu prematuro e desde 11 de novembro está em tratamento na unidade, que pertence à rede de saúde pública do governo do Estado.

Durante os dez primeiros dias de vida, Nicolas se alimentava somente por meio de sonda. Porém, há duas semanas ele já mama no peito e vêm se recuperando bem, resultado dos cuidados da equipe assistencial, que conta com profissionais de Fonoaudiologia.

“Eu pensei que não ia conseguir pegar meu filho no colo e amamentá-lo. Agradeço muito ao empenho de todos do Hospital”, contou a mãe, emocionada ao amamentar Nicolas pela primeira vez.

Trabalho essencial – Na semana em que é celebrado o Dia do Fonoaudiólogo – 09 de Dezembro, o Hospital Regional de Marabá, único da região a dispor de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) exclusivas para recém-nascidos, crianças e adolescentes, destaca a importância da atuação destes profissionais no auxílio às mães e bebês no início do processo de amamentação.

Em bebês prematuros e de baixo peso geralmente as dificuldades na amamentação aparecem em decorrência de problemas para sugar, deglutir e respirar de forma correta. “Realizamos de forma humanizada e segura algumas ações, como massagens, manobras e toques terapêuticos nos bebês, que ajudam no processo de amamentação”, informou Rafael Costa, fonoaudiólogo que atua na UTI Neonatal da instituição, gerenciada pela Pró-Saúde. “Orientamos regularmente as mães sobre as técnicas de aleitamento, de boa pega e posicionamento adequado, trazendo bons resultado no ganho de peso e na alta hospitalar”, acrescentou o profissional.

“É o meu primeiro filho, e no início ele não pegava o bico do peito. Mas depois da orientação do fonoaudiólogo deu tudo certo! Ele já está mamando bem, e com fé em Deus logo iremos para casa”, disse Viviane Ribeiro.

O leite materno é essencial para o bebê porque protege contra doenças e proporciona melhor desenvolvimento. Tem todos os nutrientes que o bebê precisa, por isso é possível dispensar água e outros alimentos até os seis primeiros meses de vida. “Há ainda questões relacionadas ao desenvolvimento da face. Mamar diretamente no seio previne a formação incorreta dos dentes e problemas na fala”, enfatizou Rafael Costa.