Os perigos da compulsão alimentar durante a pandemia

Ansiedade, estresse e até depressão podem ser as causas da compulsão alimentar. Alerta de nutricionista do Hospital Regional do Sudeste do Pará incentiva a busca por orientação profissional

 

O isolamento necessário causado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), pode trazer algumas consequências como ansiedade e estresse, que pode gerar um outro problema mais comum do que se imagina: a compulsão alimentar.

De acordo com a nutricionista Mariana Oliveira,profissional de saúde do Hospital Regional do Sudeste do Pará Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá (PA), a compulsão pode levar a outras doenças, comodiabetes, hipertensão e obesidade.

“A compulsão alimentar é uma doença em que a pessoa sente a necessidade de comer, mesmo quando não está com fome, não deixando de se alimentar apesar de já estar satisfeita. A compulsão alimentar ainda carrega certos estigmas e as pessoas que a desenvolvem têm resistência em procurar ajuda”, afirma Mariana.

A especialista ainda explica que a ansiedade provocada pelo isolamento social, causada pela pandemia da Covid-19, pode desencadear transtornos alimentares. Mariana ainda faz um alerta, esse transtorno tem sido vivenciado por pessoas de todos os gêneros, idades e classes sociais.

“Muitas pessoas estão encontrando na comida uma válvula de escape para enfrentar essa crise, essa relação errônea com os alimentos gera um prazer momentâneo, porque a sensação provocada pela comida faz com que nosso cérebro se sinta recompensado, aumentando a motivação e fazendo que a pessoa coma muito mais”, explica.

Os sinais de atenção para compulsão alimentar

A profissional destaca algumas das atitudes que podem simbolizar o início da compulsão alimentar. A nutricionista ressalta que pode variar para cada pessoa, mas fique atento a esses sinais:

– Comer de madrugada ou “atacar” a geladeira;

– Consumir grandes quantidades de alimento até ficar empanturrado;

– Buscar alimentos muito calóricos após situações de estresse;

– Comer rápido demais e em intervalos curtos de tempo;

– Não ter paciência para aquecer a comida, e acabar ingerindo alimentos até mesmo gelados;

– Fazer combinações pouco convencionais de produtos doces e salgados, em geral muito calóricos.

Os cuidados com a compulsão alimentar

Segundo a nutricionista, para o tratamento da doença é necessário o envolvimento de uma equipe multiprofissional, composta por médicos, psicólogos, nutricionistas e educadores físicos. “Não existe um tratamento especifico para essa doença, mais existe várias maneiras de reduzir os sintomas, por isso e importante que a pessoa seja ouvida por uma equipe de profissionais, onde será realizado um planejamento adequado para cada indivíduo”, ressaltou.

Entre as principais dicas de alimentação, Mariana reforça a importância do consumo de alimentos saudáveis, alertando também para a quantidade. “A pessoa deve se alimentar de 3 em 3 horas, além de comer devagar, saboreando com paciência cada refeição. É necessário incluir vegetais antes de cada refeição, pois isso aumenta a saciedade”, diz.

A nutricionista orienta ainda sobre a necessidade de incluir frutas e legumes na alimentação, além da atenção aos horários. “Mantenha um horário regular para se alimentar sem pular as refeições. Procure dormir e acordar cedo para iniciar o dia com um saudável café da manhã e não deixe de procurar ajuda profissional assim que perceber qualquer problema com a saúde”, conclui.

O Hospital Regional do Sudeste do Pará Dr. Geraldo Veloso, unidade do Governo do Pará, é gerenciado pela Pró-Saúde. A unidade é referência em atendimento de média e alta complexidades para 22 municípios paraenses. A unidade possui perfil cirúrgico e habilitação em Traumato-ortopedia pelo Ministério da Saúde, oferecendo atendimento gratuito em diversas especialidades, além de um Centro de Hemodiálise com 22 máquinas.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 24 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.