Hospital regional em Marabá alerta sobre cuidados com a utilização dos fones de ouvido

O uso de forma incorreta do aparelho pode causar dano irreversível e perda total da audição

Com a proximidade do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, celebrado no próximo domingo (10), o Hospital Regional do Sudeste do Pará Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá (PA), promove palestras preventivas para conscientização sobre os riscos do uso incorreto dos fones de ouvido. As ações, previstas para acontecer ao longo deste mês, são direcionadas para usuários e colaboradores do hospital.

A Fonoaudióloga Camila de Cássia Castello, que atua no HRSP, unidade gerenciada pela Pró-Saúde sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), alerta sobre os sintomas do mau uso, que pode levar até mesmo à perda total da audição. De acordo com a médica, o uso incorreto é perceptível com o surgimento de “zumbido”, pressão nos ouvidos, dificuldade para compreender as palavras, falta de concentração e irritabilidade.

O tempo que a pessoa expõe os ouvidos ao barulho pode resultar em morte das células auditivas, ocasionando a surdez. “Existe uma parte no interior dos nossos ouvidos que se chama coacle, onde há milhares de células que são expostas ao som. Quando o volume é muito alto, elas podem ser danificadas, sem a possibilidade de recomposição, o que gera perda de audição permanente”, detalha.

Uma pesquisa realizada recentemente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que nas próximas décadas, cerca de 1,1 bilhão de jovens, entre 12 e 35 anos, correm o risco de sofrer perda auditiva devido ao uso excessivo de fones de ouvido e exposição a ambientes com som alto. Ainda segundo a OMS, quanto mais alto o volume, menor é o tempo que a pessoa pode utilizar os fones de ouvido com segurança.

Volume indicado
Ao diminuir o volume, é possível continuar fazendo uso do dispositivo sem prejudicar a audição. Se o nível de som ficar abaixo dos 80 decibéis, é possível ouvir música em segurança por até 40 horas por semana. No caso de crianças, o índice indicado cai para 75 decibéis.

O volume ideal para os fones de ouvido é menos de 60% da capacidade máxima de áudio. Além disso, o aparelho deve estar ajustado e, se possível, ter cancelamento de ruído, como os fones que cobrem toda a orelha do usuário.

Dicas para conservar a saúde auditiva:
– Regule o volume do fone na escala intermediária (por exemplo, se a capacidade for de 0 a 10, o ideal é 5);
– Faça intervalos de repouso sonoro, preferencialmente 1 a 2 horas por dia;
– Caso utilize apenas 1 lado do fone, alterne o uso entre o ouvido esquerdo e direito.
– Fique atento, a sensação de dor, abafamento, zumbido (chiado ou apito) ao retirar o fone, são sinais de super estimulação.
– Dê preferência ao uso dos modelos supra-aurais, que ficam por fora da orelha, eles tendem a prejudicar menos que os fones de inserção.

Sobre a Unidade
Referência em atendimento de média e alta complexidades para 22 municípios paraenses, o Hospital Regional do Sudeste do Pará Dr. Geraldo Veloso (HRSP) tem 115 leitos, sendo 77 de Unidades de Internação e 38 de Unidades de Terapia Intensiva. Possui perfil cirúrgico e habilitação em Traumato-ortopedia pelo Ministério da Saúde, oferecendo atendimento gratuito nas especialidades de Cardiologia, Cirurgia Buco-maxilo-facial, Cirurgia Plástica Reparadora, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Geral, Cirurgia Vascular, Clínica Médica, Fisioterapia, Infectologia, Medicina Intensiva adulto, pediátrica e neonatal, Nutrição, Obstetrícia de Alto Risco, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Urologia, Neurocirurgia, Terapia Ocupacional, Traumato-ortopedia, Nefrologia e Anestesiologia.

Sobre a Pró-Saúde
A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente, realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 22 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.