Hospital Regional de Marabá integra a rede de combate às hepatites virais

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 40 mil casos novos de hepatites virais devem ser diagnosticados em 2019. Considerada um problema de saúde pública, se não tratada, a doença aumenta o risco de câncer no fígado. A boa notícia é que medidas simples de higiene, como a lavagem das mãos e dos alimentos antes do preparo, podem ajudar a prevenir novos casos. Pensando nisso, o Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, em Marabá (PA), promoverá ações educativas ao longo deste mês em alusão ao “Julho Amarelo”, movimento de sensibilização para a prevenção e o controle das hepatites virais.

A primeira ação será realizada nesta segunda-feira, 15/07, em parceria com o Centro de Testagem e Aconselhamento de Marabá, com foco nos usuários ambulatoriais. Em paralelo, o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar da Unidade orientará pacientes internados e acompanhantes sobre a importância da higienização das mãos.

A analista de Humanização do HRSP, Wesleana Coelho, comenta que o objetivo é alertar a população sobre os principais sintomas da doença, forma de tratamento e prevenção, além de incentivar a vacinação e o diagnóstico precoce. “O Hospital tem o compromisso de promover a qualidade de vida na região. Então, além de tratar doenças, a Unidade atua com base na promoção da saúde a fim de evitar que as pessoas adoeçam. É nesse sentido que aproveitamos o momento de espera pelo atendimento para orientar os usuários sobre hábitos que ajudam a mantê-los saudáveis”, explica a colaboradora.

Entenda a doença
Em geral, as hepatites virais mais comuns no Brasil são provocadas pelos vírus A, B e C. O primeiro tipo é transmitido pelo contato fecal-oral, devido a condições precárias de saneamento básico, água e de higiene pessoal. Já os tipos B e C são por transmissão sanguínea em situações como sexo desprotegido, compartilhamento de objetos pessoais que furam ou cortam ou de mãe para filho durante a gravidez, o parto e a amamentação.

De acordo com a edição de 2018 do Boletim Epidemiológico do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde, mais de 70% (23.070) dos óbitos por hepatites virais no Brasil são decorrentes do tipo C. As mortes por hepatite A e B correspondem, respectivamente, a 1,7% e 21,8%.

Serviço
Palestra educativa sobre prevenção e tratamento das hepatites virais
Quando: 15/07 (segunda-feira), às 8h
Onde: Hospital Regional do Sudeste do Pará