Hospital Regional de Marabá estimula o aproveitamento integral dos alimentos

Como parte da programação do Dia das Mães, o Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, em Marabá (PA), realizou, nesta semana, o I Workshop de Reaproveitamento de Alimentos voltado para as acompanhantes da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. A ação foi desenvolvida pela Comissão de Humanização e o Serviço de Nutrição e Dietética da Unidade, com o objetivo de orientar as participantes sobre o valor nutricional de cascas, talos e sementes desperdiçados pela maioria das pessoas e como o aproveitamento total dos alimentos ajuda no desenvolvimento e crescimento das crianças.

Segundo a nutricionista Mariana Fonseca, muitas vezes, essas partes que vão parar no lixo têm mais vitaminas e nutrientes que a própria polpa da fruta ou do legume. “O aproveitamento de todos os nutrientes desses alimentos torna as refeições mais saudáveis e gera economia para as famílias. Sem contar que é uma forma de combater o desperdício e a fome”, explica a colaboradora.

Uma das participantes do workshop foi Kátia Macedo, que acompanha a internação do filho caçula no Hospital Regional de Marabá, há um mês. Ela, que já utiliza a casca da banana para fazer vitamina e a de legumes para fazer sopas, diz que aprendeu novas possibilidades durante a programação. “Para mim foi novidade saber que posso usar a casca do limão para fazer sucos. Vou experimentar. Até porque eu sempre fui a favor do aproveitamento integral dos alimentos. Primeiro porque é uma forma de economizar e, segundo, porque convivo com muitas pessoas que passaram necessidade. Então, não se pode desperdiçar comida jamais”, disse a acompanhante.

Desperdício

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), um terço dos alimentos produzidos no mundo são desperdiçados ao longo da cadeia, o equivalente a 1,3 bilhão de toneladas de alimentos por ano. O prejuízo disso pode chegar a US$ 750 bilhões de dólares por ano, além das consequências negativas para o meio ambiente.