Hospital Regional homenageia 104 anos de Marabá com exposição e dança

Assim que soube que haveria uma apresentação de carimbó no Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), curiosa, a lavadora Rosiane Carvalho de Jesus, de 31 anos, saiu da enfermaria em direção ao local onde estavam os dançarinos. Ela foi acompanhada da amiga Adriele Montes, de 21 anos, e da sogra Maria Ferreira, 70 anos, que está internada há cinco dias na unidade. ”Foi uma animação para os pacientes. A gente via o sorriso deles. Estava tudo bem ensaiado”, comentou a acompanhante ao final da apresentação.

A programação fez parte da homenagem da instituição aos 104 anos de emancipação política e territorial de Marabá, celebrados nesta quarta-feira, 5/4. Segundo a coordenadora de Humanização da unidade, Caroline Nogueira, esta é uma forma de fazer com que, mesmo dentro do hospital, os pacientes possam participar da agenda comemorativa que está sendo realizada na cidade ao longo desta semana. ”A internação muda a rotina do paciente e ele pode se sentir isolado. Por isso, trouxemos a exposição e a dança para que ele se sinta parte de tudo isso, conheça a história do município e, assim, haja um impacto positivo na recuperação. Teve paciente que relatou durante a programação, que, por algum momento, até esqueceu a dor e que estava em um hospital”, contou a fisioterapeuta.

Além da apresentação da Cia de Dança Yaguara, com o carimbó, nesta quinta-feira, 6/4, o grupo de balé da Igreja dos Capuchinhos também dançou diante de pacientes, acompanhantes, visitantes e colaboradores do Hospital Regional de Marabá, unidade pública gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Exposição

Antes disso, na terça-feira, 4/4, em parceria com a Fundação Casa da Cultura de Marabá (FCCM), o HRSP promoveu a exposição ‘História de Marabá’, que reuniu 12 telas e quadros de artistas plásticos atuantes no município.

O servidor público Erivane Souza dos Santos, de 34 anos, que acompanha o pai internado no HRSP há quase uma semana, ficou impressionado com os quadros criados com a técnica asiática de nanquim, expostos em frente ao Centro Cirúrgico. São obras dos artistas Rildo Brasil, Walney Oliveira, Domingos Nunes e Pedro Morbach que retratam o ciclo econômico da castanha, a balsa de buriti como transporte dos primeiros moradores do município e espécies de animais comuns na região. ”Esse tipo de ação ajuda muito a gente a desestressar, porque tira um pouco o foco do problema, então, a gente espairece e sente mais um conforto”, comentou Erivane.

A exposição também atendeu a usuários ambulatoriais, que aguardavam a chamada para consulta médica e realização de exames. Do lado de fora da recepção do Serviço de Apoio à Diagnose e Terapia (SADT) foram expostas outras cinco telas sobre momentos diferentes da história marabaense, todas assinadas pelo artista Domingos Nunes.

”De alguma forma, quem chega aqui está passando por problema de saúde. E, aí, quando se depara com uma obra dessa, eleva o coração, a alma e o pensamento. É tão gostoso!”, frisou a estudante Ilan Araújo Leite, de 40 anos, enquanto aguardava a consulta do filho.